...Comentários do autor...

Interpretação literária segundo o autor.

Coração Sem-Terra: É o lamento e o apelo desesperado do caipira que é abandonado naquilo que lhe é mais precioso, o amor.
A vida dura do campo e a falta de conforto, não combina com o espírito e corpo delicados da natureza feminina. A menina da roça é iludida pelos atrativos da cidade e expulsa da roça pelo descaso para com o homem do campo. As mulheres saem da roça e só ficam os homens, solitários. O campo fica sem amor, sem flores. É o êxodo rural feminino.
É urgente uma reflexão sobre as condições de vida da gente do campo, sobre o acesso à saúde, transporte, comunicação, educação e lazer, para que o campo possa voltar a gerar gente com amor à terra. Porque, assim, a terra morrerá, ficará só com a aridez da fertilização química e dos resíduos agrotóxicos.

Boi Pintado: É um tema forte e uma reflexão poderosa sobre a vida, o sentimento e a dor.
Estilo de moda de viola, conta uma história baseada em fatos reais passados e atuais. É natural lá fora as crianças se apegarem aos bichos domésticos como animais de estimação, inclusive atribuindo-lhes nomes carinhosos como se fossem seres humanos. Óbvio, os animais são dóceis, pacíficos e retribuem ao carinho recebido. O hábito de comer carne também naturalizou o ato de matar sem qualquer reflexão sobre a vida, sobre a dor, sobre o sofrimento dos animais, sobre o derramamento de sangue desses seres indefesos, que não reagem até o instante derradeiro. Uma criança é um ser sensível e não admite matar para viver, ela é contra a lei do mais forte, ou do mais covarde, ou do mais estúpido. Existe outra cadeia alimentar. Para matar um animal, é preciso ter matado dentro de si toda a sensibilidade e o sentimento.

Chegada no Mate
: O tema traz a visão de um relacionamento que deu certo e que está harmonizado. É uma característica nossa é tentar exaltar a relação bem encaminhada e duradoura, e mostrar que o amor é possível e, mais que isso, ele vale a pena. O homem e a mulher não podem pensar que a vida na Terra é tão longa para ter tantos relacionamentos quanto sua fantasia sugere, a não ser que já de antemão seja desejada a sua caducidade, o que é lamentável, pois parte-se do pressuposto que não vai ser bom, por isso tem que acabar logo aí adiante.

Morar lá fora: É bom, e a música é um jeito alegre e ingênuo de ver as coisas do campo, da vida simples da natureza, dos animais, da graça, das relações, da alegria que não se apaga na lembrança de quem, mesmo longe não esquece a riqueza dos elementos e da vida que tem o caipira. É um retrato colorido, sonoro e visual com a ambiência dos pássaros.
Quem vem de lá, vez em quando volta pra lá para matar a saudade e sonha o sonho quase impossível de um dia voltar pra lá tentando conciliar duas coisas talvez inconciliáveis, que são os recursos da modernidade tecnológica com a simplicidade da vida do campo. Morar na cidade não conseguirá esmaecer esta força que vem do interior.

João-De-Barro: É um tema que trata da possibilidade de se viver com simplicidade, harmonia, segurança, sem ostentação. Este pássaro se adaptou bem ao meio urbano, e acompanhou o homem na sua modernidade, fazendo sua casa também em postes de luz e transformadores de energia, onde se protege dos perigos que vem debaixo.
O João urbano é menos arisco que o rural, mas ambos mantém em comum os princípios arquitetônicos e a mesma matéria prima de que criador e supremo oleiro teria feito Adão, o barro. Seja barro branco ou escuro, suas casas são todas iguais de sul a norte do Brasil. Aqui ele vai num chimarrão, lá pra cima deve tomar água de coco.
É uma canção de amor, de construção mística, sem ostentação, luxo e desperdício, apontando para uma sociedade sem desigualdade, sem injustiça e sem desabrigados; a sociedade da fraternidade e da simplicidade.

Os Convivas e Fomegerados: É um mergulho na depressão do meio urbano, da injustiça, da desigualdade, da desumanidade, do medo, da insegurança, da instabilidade, da carência. Retrata o contraste da vida urbana, do problema social das grandes concentrações populacionais. São reflexões sociais à revelia dos bois pintados.
É um convite à reflexão. A fome é indigesta, e o medo causa indigestão. O medo e a fome tem como causa a iníqua distribuição. Uns ainda tremem de frio, outros tremem de medo do seu irmão degenerado. É o pior temor porque não tem explicação razoável, porque não há razão na desigualdade e na fome.

Doce Você: Retoma o lado bom da vida e apresenta o amor que não combina com sofrimento e dor, nem que seja dor-de-cotovelos.
É um hino ao amor correspondido, à fidelidade, à estabilidade. Amar não é sofrer.
O amor pode e deve ser bem sucedido e correspondido, e todo o amor correspondido deve ser cantado.
O amor verdadeiro, sincero, precisa ganhar espaço e ser  enaltecido. O amor implica ética, respeito, confiança, alegria, convívio, partilha. O amor é uma construção coletiva. O egoísmo, a ganância, a vaidade, a ambição, a possessividade são cegos nós nos tentáculos das relações. O amor é muito simples e simplesmente possível e, verdadeiramente, traz felicidade. A maneira mais segura de ter o outro é doar-se a ele.

Rap Do Rico: É um drama, fofoca de bar, uma tentativa de amor baseada em fatos reais, não é uma opinião nossa.
O rapaz gosta dela, mas ela não vive só de amor, e não tem paciência de esperar e construir junto com ele seu futuro. Ela escolhe uma forma mais econômica e se alia à estabilidade e ao conforto.
Ela abre mão dos vigores da juventude pela compensação de algumas vantagens e interesses. O terceiro só quer usufruir e desfilar sem colocar em cheque sua arte de sedução. Ele usa uma linguagem que conhece bem e se dá bem o que quer ele tem.
Não há limites para o amor, e desde que seja amor, tudo bem.

Amiga: É outro drama baseado em fatos reais, da coisa de será que é ou não é? Será que falo ou não falo? Daquela coisa que geralmente não é nada ou se é acaba em mrdñ porque perde a graça depois de declarada. É um caso sério, e ao mesmo tempo debochado e brega.

Cantar É Voar: É um protesto leve, suave, quase imperceptível de quem tenta viver com a música e come o pão que o diabo amassou e acaba caindo na mendicância colhendo a amargura das ruas de chapéus nas calçadas.Os artistas em geral não encontram apoio para dar combustível e suporte à sua criatividade. 
O sistema prioriza aquilo que potencialmente aponte para lucros financeiros e de preferência imediatos. O mundo entende que a arte, a criação artística não é trabalho e não dá trabalho; coisa de vagabundo, porque o mundo só precisa de sexo, comida, dinheiro na bolsa ou no fundo.
Cantar é voar, é ir além dos limites da estabilidade convencional. Cantar é um movimento instável, arriscado e geralmente desafinado do senso comum. Geralmente é um vôo suicida, um martírio, um ato heróico. Poucos sobrevivem e se mantém voando. Muitos perdem suas forças e pousam quando não se estatelam no chão. Outros tantos pássaros ingênuos são abatidos pelos alçapões dos caçadores. Depois que voou o ‘Desafinado’ não há motivo pra vergonha ou medo. Os pássaros todos cantam independentes do timbre e da crítica. Os animais todos compõe com o homem e o universo uma grande orquestra.

O Segundo CD

Em continuidade quase simultânea às obras anteriores, já estão ficando prontas mais composições. Enquanto as primeiras são masterizadas, as últimas vão recebendo os arranjos, as idéias e os polimentos na harmonia e na métrica poética.

Não Se Moemo: Na linguagem falada, não se usa o “S” ao final dos verbos. Do verbo Moer, indicando resistência e força, faz parte do folclore gaúcho ressaltar sua masculinidade. Isso às vezes é confundido como preconceito, mas não tem nada a ver, assim como poderíamos achar preconceituoso qualquer manifestação tipo do orgulho gay ou movimento de valorização da mulher.
Sem saber o que são, afirmamos nada ter contra os EMOS. Ao entrevistarmos alguns EMOS, todos negaram ser EMO, portanto não saberiam conceituar o que é ser EMO. Parece que tem a ver com uma maneira de ser, uma personalidade sensivelmente frágil, portanto é possível que um EMO possa ser até do sexo feminino ou opcional alternativo.
De qualquer maneira, sem intenção, invertendo o som da letra “Nós semo home, não se moemo” subliminarmente, teremos algo muito masculino: Ome ome son, emo home son”.
No ritmo de rancheira pra dançar, a música reflete a preocupação com a violência contra os animais e sugere o estilo vegetariano para o gaúcho devorador de carne. Demonstra sensibilidade com o elemento feminino, e afronta o preconceito contra quem tem uma conduta sexual diversa da tradicional. A possibilidade de manter a alegria sem a necessidade de recorrer a vícios danosos à saúde humana, tipo fumo e cachaça, muito enaltecidos no passado é uma alternativa positiva de futuro que o tema propõe. Isso não diminui em nada o estilo gaudério da música nem do estilo gauchesco de viver.

Lareira: Quem tem uma lareira e acende no frio do inverno, sabe o poder que ela tem de agregar as pessoas ao seu redor, e até os animais. O fogo é um elemento primordial que além da energia térmica que irradia para o ambiente, ele tem o poder de atrair e propiciar aconchego e aproximação das pessoas, instigando boas conversas do cotidiano coloquial e intelectual. Ele sugere um chimarrão, uma pipoca, um vinho e outros petiscos gostosos e até mesmo uma soneca. Cuidado com os estilhaços de brasa, que enciumado ele arremessa para chamar a atenção. Ele gosta de mostrar serviço e manter uma comunicação ininterrupta com seus interlocutores.
A letra retrata, a exemplo de outras, a beleza de se ter uma família harmonizada, a estabilidade e o prazer e alegria  que isso pode propiciar.

Bem-aventurados: A letra baseia-se quase literalmente nas palavras de Jesus em seu discurlo escatológico conhecido como “ O Sermão da Montanha”. A nós sempre chamou a atenção a forma invertida que Jesus via as coisas, de como conseguir mudar o mundo por métodos não violentos, colocando a luta como algo improdutivo e destrutivo. O proóximo é alguém que devemos ajudar e alguém de quem poderemos precisar, e não alguém que tem algo que possamos explorar ou tirar. Assim o vê o consumismo do comércio. Jesus apresenta o próximo não como uma ameaça de que devemos nos proteger, mas uma companhia e que devemos amar. Gandhi impressionou-se com esse método e aplicou-o na Índia, realizando a maior revolução pacífica da história combatendo o domínio inglês. Oferecer a outra face é mostrar desprezo pela violência, e isso surpreende o agressor que não compreende porque o seu ato não surtiu efeito. A Vitória que vem sem lutar, sem reagir, sem dominar, silenciosamente poderosa e incompreensível aos práticos conceitos humanos.

“Vivere In Colonia” é a versão em dialeto vêneto-brasileiro de “Morar lá Fora”. A letra não é uma tradução literal, mas uma adaptação sem prejuízo do sentido. Para quem entende esse idioma dos gaúchos da serra, vai perceber a graça natural das palavras acentuada pela velocidade em que são pronunciadas. Quem não entende essa língua, que vá morar um pouco no país dos gringo de Cassia, Bento, Guaporé, Dolajado, Barbosa, Serafina, Veranópoli, Flores da Cunha, Anta Gorda, Muçum, não precisa fazer curso, é só come um poco de polenta que se aprende logo e eles faz queston de insiná.

“Entre Sol e Lua” foi uma visão real que tive voltando pela costa do Guaíba de tardezinha. Vi o sol descendo ao Oeste e a lua sibindo do Leste. O sol desapareceu e a lua ficava cada vez mais viva. A conclusão foi óbvia, ela ainda enxergava o sol. Aí embarquei no cavalo do pensamento e vi todas aquelas cores, a felicidade, as crianças, a geada, o orvalho, as flores, a vida. A melodia surgiu simultaneamente, e tive de parar o carro para fazer anotações. É uma poesia musicada, sem estribilho, literalmente um passeio a cavalo sem estribos nem arreios, livre, cavalo e cavaleiro. Sem muitos instrumentos, leve, simples, sentimos muita paz em realizar esta obra. Violão de 12 como base e slyde de guitarrra e percussão de Meia-Lua para homenagear a Lua. Procuramos o instrumento Meio-Sol, mas não encontramos e o Sol foi compreensivo conosco continuou brilhando

Predica Ai Fioi - Atendendo a um apelo de amigos da Serra Taliana Gaúcha, fizemos esse resgate de como era a forma tosca dos Taliani ensinar a educação aos filhos. Na época, ensinava-se, ou repreendia-se mais as filhas. E em geral os conselhos estavam voltados a aspectos morais e ao comportamento e não eram acompanhados de qualquer argumentação pedagógica, apenas devia-se crer na sabedoria intuitiva dos pais que já sabiam o que era bom ou era ruim para ávida, por isso eram simples ordens ou proibições que deviam ser obedecidas sob ameaça severa repressão Quanto aos rapazes tinham que ser trabalhadores e não deveriam adquirir vícios, nem roubar nem brigar. O objetivo era conduzir filhos bem educados a casamentos estáveis. A letra traz elementos atuais para ficar mais inteligível aos Talianos modernos e procuramos equilibrar o masculino e o feminino, que é mais justo e de acordo com a pedagogia moderna, mas conservamos a forma tosca de dizer as coisas para que a graça da língua Taliana não ficasse prejudicada.

Semo Taliani: É um passeio veloz pelo vocabulário Taliano com o jeito rústico de ser do Taliano que vive no Brasil, sempre bem humorado, mostrando sua personalidade forte, mas ao mesmo tempo sua sensibilidade, sua simplicidade quase simplória e a predisposição em rever seus conceitos em relação à vida e ao relaciomamento.

Su L Fogon: É o cotidiano descrito em forma de prosa subentendidamente dialogada. É o que se passa numa casa de um Talian, mais especificamente em torno do Fogão a lenha, que é um símbolo de agregação da família, onde se colocam em dia os problemas, os assuntos, os planos, as fofocas, e onde se realiza outra atividade fundamental para a vida do colono, que é cozinhar o sustento e saboreá-lo regado sempre a vinho de boa uva.

Amiga - instrumental : Para ouvir e relaxar com a amiga na interpretação de Rodrigo Siervo no sax sobre a mesma base e linhas melódicas de "Amiga" original.

Pescaria de Mentira : Cantada por Pedro Cenci Dal Castel, 11 anos. A letra e a interpretação refletem na integra o seu modo de pensar e agir, sua consciência pela vida dos animais, sua militância pela proteção da natureza e sua rebeldia sobre qualquer tipo de violência pelo fim da dor e o derramamento de sangue. Obs: O intérprete e sua família são vegetarianos.

Casa Longe da Estrada é uma casa real, que existe, e que todo o ser urbano busca sempre tentando fugir da opressão do apertado convívio das cidades. Para muitos pode ser uma casa na praia, para outros na serra, ou ainda um hotel fazenda, ou literalmente um sítio em Viamão ou qualquer cidade interiorana. A ótica trivial do sertanejo que canta sua roça, agora vem de outra direção, vista por uma mulher urbana que não conhece a roça e que namora um homem que vem da roça e que fala tanto e tão bem daquele lugar onde ele nasceu que ela idealiza um paraíso pelo qual também se apaixona e deseja ir morar lá com o seu companheiro.

Perchè Cosi Bela - Poesia romântica, um cântico de encanto à beleza feminina que brota das profundezas da alma e resplandece até no equilíbrio da forma. É um convite ao amor na plenitude do corpo e da alma, não mais em duelo, mas em dueto harmonizado.

La Tosa Del Sogno - Esta é a primeira canção que fazemos, cuja letra não é nossa. Trata-se do poeta Talian Lapense, Paraná. No seu livro, I NOSTRI ANTENATI, encontramos esta BELA TOSA, musa que ele chama de “La tosa del sogno”.
É uma declaração platônica de amor àquela moça que passa esplendorasa pela vida, mas muito veloz e poderosa para renderse aos encantos do pretendente. Ela deixa uma lembrança doce e bonita, como fosse um lugar na alma que o poeta visita saudosamente para afagar seus sentimentos.

Doce Lago Rio Guaíba.
Até há pouco só se chamava Rio Guaíba.
Não sei qual foi a necessidade de repente de chamar de Lago.
Não sei se faz alguma diferença, afinal tudo é água.
O que importa que o nome Guaíba é sinônimo de Gaúcho, de rio Grande do Sul, uma grande Vertente Sul de amor e paixão pela terra, pela água e pela vida.
Quem não ama o Guaíba? Esta canção não é só para quem mora na beira deste manancial de água, mas pra todos os gaúchos das nascentes e afluentes participam da formação deste lar aquático único no mundo, e para os gaúchos que posteriormente se banham nas águas da lagoa batizadas no leito do Guaíba. Seja lago, seja rio, no Guaíba o poeta só vê beleza, não para esconder a poluição ou as maldades que eventualmente se cometem contra nossa maior riqueza natural, mas para exortar que essa preciosa água deve ser amada porque ela é poderosamente boa para nos alimentar e diluir as amarguras da vida urbana, mas também terrivelmente severa para corrigir e censurar nossos atos desanimais e desumanos.

Pers El Morbin
A riqueza e alegria poética do Talian é premiada com a genialidade de Darcy Loss Luzzato, nosso poeta de Pinto Bandeira. A naturalidade da vida que passa é desenhada com humor, característica fundamental da cultura Taliana do Brasil. O Ritmo e música, feita aqui na Vertentesul de porteiras abertas,  não podia ser menos brasileira, numa mistura perfeita de macarroni com  feijoada temperada ao sabor riograndense.

Italia, Mama, Nona, Bisnona
Os italianos foram repelidos da Itália para o Brasil em busca de esperança de vida melhor. Mesmo assim, trouxeram muita saudades da Mãe Itália. Saudade que se encarnou no DNA e passou para os descendentes, que cultivam as suas tradições, sua cultura, sua maneira própria de ser e seu idioma. Ainda hoje sonham em conhecer a Itália dos seus bisavós, e cantam-na como se lá já tivessem vivido em algum lugar no passado.

A Reza Dos Mistérios
Tem poeta que escreve “coisa com coisa” e verdadeiros artistas críticos literários conseguem interpretar coisas maravilhosas jamais suspeitadas pelos autores. Esta poesia tem nexos complexos e amplexos desconexos interligando os planos místicos às regiões montanhosas dos problemas da vida humana, desmistificando a religiosidade e santificando a falha humana na tentativa hermnenêutica de aproximar o divino do humano por um atalho anexo. 

Vien Dal Celo
Honório Tonial, lé professor, poeta, romancista e scritor de diversi libri relassionati ala cultura dei imigranti Italiani ntel Brasil. Lé um lotador in favor de la manutension del Idioma Talian. Soi libri risgatan el idioma Talian e difòndonolo.   Come poeta zé stato premiato internassionalmente e ancoi disponibilisa ai amissi del Talian le sue dàdive poètiche ntel “Blog do Talianeto”.
Ele nos presenteou esta Poesia Natalina, fruto de la so genialità e convicsion spiritual. Ele percebeu a sonoridade de seus versos scoltando la ose dei àngeli, e pediu nossa ajuda para realizarmos esta melodia e harmonia che gavemo fato con tanta dedicassion, lavoro e anca col medésemo honor.
Alora, scolté la cansion che “Vien dal Celo” traverso del grando spírito iluminato de Honório Tonial e dela nostra humilde contribuission con  la produssion musical. Órgheno-de-ciesa, contra-basso elétrico, e coral de ose masculine, (tenori soavi), con ose feminile al fondo.
Jovino Castel (Juvenal)

Cola parola, Honório tonial, el autor dea Poesia:

“La me poesia  EL VIEN DAL CELO la ga ricevesto la musicalità de Jovino Castel e suo congiunto coral con  na maestria che la transporta ala divinità.
El nostro idioma Talian Vêneto el evoca i angeli in  omenaio al Nadal.
Ringrassiemo al brao compositor e  tuti i personagi che i fà parte dea cantoria e ai   instrumentisti”.
Erechim , Brasil, genaro de 2011

Honório Tonial

Cavalgando
Tropa e elite I, Tropa de elite II, conquista do complexo do Alemão, turismo, carnaval, riqueza, pobreza, beleza, nobreza, rio, mar, natureza humana, desumana, velhos contrastes sempre atualizados, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, dois rios, grandes doçuras, e cavalgando me sinto sempre voltando mesmo que estando de saída, pois são lugares que amo. Rios de lágrimas e de risos, por isso digo, no sul rio do inverno e em janeiro rio do verão. Mas Bahhhh!!!!! Quanta risada!!!!!! Só rio. Isso que é interpretação. Tem uma idéia melhor aí? Manda ver!

Magnar de Oro
Par um Talian, nassesto ntela colònia, che ga laorà in colònia, sarà difìssile smentegarse dele giornade che se andea ntea rossa bonora, de'olte ancora a scuro par no perder el fresco dea matina. Che bel imaginarse de quel toseto che rivea par le nove ore cola sestela dea colassion. Cosa gh'era rento? Podea mancar qualunche cosa, manco, la Polenta brustolada. Magnar polenta par far forsa de darghe drio a piantar, sapar e coier la medésema Polenta che ancora giorni ancoi colorisse de verdo e marelo i monti e i piani dele tere de noantri Taliani, e suito dopo la va casa e al molin se trasfigura in pólvera de Oro. Soto la magia dea méscola dele nostre mame se fa nantra olta el miràcolo al taier. Tonda come la Óstia Sacra, se riparte tra i apòstoli dea sacra fameia Taliana riunia ntel fil dea Polenta.
Tradução:
Para um Talian nascido na roça, que trabalhou na roça, é impossível esquecer os dias que se ia ao trabalho ainda antes do sol raiar para aproveitar os ares frescos da manhã. Que lindo, imaginar aquela criança que chegava com o cestinho da merenda matinal que acontecia pelas dez horas. Neste cesto havia um cardápio variado, mas nunca faltava a Polenta Sapecada na chapa do fogão a lenha. "Coma polenta que tu ficas forte" para depois plantar, capinar, colher a mesma polenta que estava colorindo de verde e amarelo as planícies e as montanhas dos colonos italianos. O milho depois ia ao moinho de pedra e virava ouro em pó. Sob a magia das mão de nossas Mammas se realizava novamente o milagre na mesa. Com o mesmo formato da Óstia Sagrada, que só é de pão porque à época de Jesus os judeus não conheciam o milho, se repete a ceia da Sagrada Família Taliana reunida em torno da mesa para repartir o sagrado alimento.