Cavalgando
Juvenal Dal Castel

Cavalgando, cavalgando, voltei!
Não deixa o gringo falar que o meu Rio degenerou
Não deixa o gringo falar que o meu Rio degenerou
Até pode ser mais frio aqui, mas nunca perdi o meu amor.
Tem n aquele rio, grande doçura para adoçar a amargura da alma do sonhador.
Tem n aquele rio, grande doçura para adoçar a amargura da alma do sonhador.
Cavalgando, cavalgando, voltei!
    Do ventre das tuas donzelas teus filhos partem normais,  pasmem, sem a mãe, sem o pai.
    Por ti passam os papas, reis, imperador. A ti convergem os 4 pontos cardeais.
    Nem  Cristo escapa, lá no alto, abre os braços e fecha os olhos à nudez dos carnavais.
    Crianças feridas encontram balas perdidas nos confrontos marginais.
    Fortalezas e muralhas, grades, morros, que atrapalham
    Ninguém entra , ninguém sai sem pagar um preço e tal.
Não corra, não mate, não morra. O escudo da vida é a clemência de Alá.   
Sodoma e Gomorra se foram de novo pro fogo dos morros pra se purificar.
Um rio tem que ser doce mesmo que durma ao relento sereno salgado do mar.
Um rio tem que ser doce mesmo que durma ao relento sereno salgado do mar.
Um rio tem que ser doce mesmo que durma ao relento sereno salgado do mar.